The Evil Within é mais uma das obras de arte criadas pelo pai de Resident Evil, Shinji Mikami.

Antes de mais nada eu gostaria de ressaltar que The Evil Within teve diversos problemas durante o lançamento, dentre esses problemas eu posso citar a má otimização, os diversos bugs gráficos, a câmera, as barras pretas na tela durante todo o jogo, problemas na IA, e também teve o fato do jogo ter sido lançado com uma trava de 30FPS. Devido a esses problemas o jogo inicialmente foi muito criticado pelos jogadores do PC, principalmente pelo fato da trava dos 30fps, e todos sabemos que a comunidade ”PC MASTER RACE” sempre cai matando quando isso acontece. Hoje em dia é possível jogar a 60fps e aparentemente os problemas de otimização foram corrigidos. Acredito que os erros cometidos pela Tango Gameworks aconteceram pela inexperiência do estúdio, já que eles foram fundados em 2010 e até então não tinham feito nenhum jogo, por isso realmente espero que The Evil Within 2 não sofra dos mesmos problemas rústicos.

”O Mal Interior” é um jogo de terror psicológico que possui influências e referências de diversas obras conhecidas pelos fãs desse estilo de jogo… Temos referências de Resident Evil, Silent Hill, Dead Space, Alone in the Dark, O Massacre da Serra Elétrica, Jogos Mortais, entre outros. Não vou entrar em maiores detalhes sobre o enredo, apenas gostaria de comentar o fato dele ser um pouco confuso e por isso, se você não prestar bastante atenção rapidamente a história vira bagunça e consequentemente você acaba perdendo interesse.

Nós assumimos o papel de Sebastian Castellanos, um detetive do departamento de polícia da cidade Krimson City que foi encarregado de investigar uma carnificina que rolou no Beacon Mental Hospital (um hospital psiquiátrico da cidade). Não se engane sobre Sebastian, ele não é um ”Leon S. Kennedy da vida”, o cara é completamente ferrado (pra não dizer algo pior). A história dele é bem clichê, mas não deixa de ser importante… A carreira do detetive estava decolando até que duas tragédias interromperam o processo. Sentindo-se impotente e abatido, Sebastian começou a afogar suas mágoas no cigarro e na bebida. Lentamente, sua paixão pelo seu trabalho foi se deteriorando, assim como sua compaixão e sentimentos… Seu parceiro de longa data, Joseph Oda, percebeu o comportamento autodestrutivo de Sebastian e relatou o problema aos ”Assuntos Internos” na tentativa de colocar Sebastian de volta aos trilhos e salvá-lo de si mesmo. Embora tenha salvo a carreira de Sebastian, isso acabou colocando o relacionamento dos dois sob enorme pressão, mas no final a amizade prevaleceu. Depois disso, Sebastian voltou ao trabalho, mas nunca abandonou seus vícios, por isso sempre anda com um frasco de bebida e um maço de cigarros no bolso. Além disso, ele ainda se sente responsável pelas tragédias que o sucederam e dispensa qualquer oferta de ajuda.

O vício de Sebastian pelo cigarro é uma ótima justificativa para o fato dele ter uma barra de stamina (energia) medíocre e não aguentar correr por muito tempo, e já que eu estou falando sobre isso, vamos a jogabilidade… Na verdade, ela é bem semelhante a jogabilidade de Resident Evil 4 (outro jogo do Mikami), afinal, ambos são obras da mesma mente. Acredito que a diferença mais gritante entre esses jogos seja o fato que, em The Evil na maior parte do tempo nós devemos optar pelo Stealth (furtividade), o quê? stealth em um survival horror de ação? Sim! É… O jogo praticamente te força a ser cuidadoso e evitar os inimigos, afinal a munição é extremamente escassa, a grande maioria das criaturas são bem fortes, e como eu já disse, Sebastian não é nenhum super-humano. Mesmo assim, é válido lembrar que existem alguns capítulos que são focados em ação frenética (assim como nos novos jogos da franquia Resident Evil), tem até capítulos que se passam durante o dia.

Resolveram abusar da dificuldade, por isso é sempre válido pensar na melhor estratégia para passar de determinados trechos e capítulos, ”meter o louco” quase sempre não é uma opção boa, principalmente devido a munição e itens serem bem escassos. Lembre-se de explorar minuciosamente todos os locais, pois os poucos itens que existem estarão bem escondidos.

Aliás, fica a dica: Quando Sebastian corre até sua barra de stamina acabar ele para para tomar fôlego, ele para! Não continua andando e respirando (como acontece na maioria dos outros jogos).

Um problema que me incomodou muito enquanto jogava foi a câmera… The Evil Within é um jogo de ação em terceira pessoa, ou seja, a câmera fica atrás do personagem, câmeras em terceira pessoa devem ser minuciosamente trabalhadas, pois qualquer movimento fora do padrão pode causar um bug, nesse jogo, é mais do que comum ver a câmera dando algumas piruetas quando você se aproxima das paredes, ou ver ela travando em algum inimigo ou objeto, e também dando outros pequenos bugs que definitivamente incomodam certos jogadores. Um bom exemplo desses problemas acontece logo no início do jogo, existe uma parte em que você deve se esgueirar por alguns cenários para passar de um inimigo despercebido, a câmera incomoda muito pois ela não se ajusta a situação, então você deve adaptar-se e ficar trocando de posição para ver onde o inimigo se encontra, isso é um inconveniente que poderia facilmente ser evitado se os desenvolvedores tivessem trabalhado melhor na câmera.

Na minha opinião como fã do survival horror, o pilar, a base, o alicerce que sustenta esse tipo de jogo é a atmosfera, composta pelo visual, ambientação e efeitos sonoros. Nesse caso, ainda que o visual não seja o mais original possível, ele mantem o padrão Mikami de qualidade e é grotescamente agradável de se observar, os inimigos possuem uma aparência bizarra e realmente te apavoram só de olhar. A trilha e os efeitos sonoros são de excelente qualidade e contribuem muito para melhorar a experiência do jogador em relação a imersão, a dublagem (em Inglês) não é lá grande coisa, mas também não é algo para colocar defeitos. Agora, a ambientação é onde o jogo acerta em cheio… Acho que se eu descrevesse estragaria um pouco a experiência, principalmente na hora da exploração, mas resumidamente eu diria que a ambientação lembra bastante filmes como Jogos Mortais e O Massacre da Serra Elétrica. Isso significa que não é um jogo para mentes fracas, você verá muito gore (tripas, corpos, etc.) pra todo lado, se você é uma pessoa que se impressiona facilmente recomendo nem tentar jogar.

The Evil também possui algumas DLC’s, mas como não cheguei a jogar nenhuma não posso comentar sobre. Me disseram que são tão boas quanto o jogo base, quem sabe um dia eu não faça análise dessas DLC’s.

Sobre o preço… Dessa vez não irei criticar, já que eu não me lembro do valor cobrado pelo jogo na época do lançamento. Tudo o que posso dizer sobre é que, para um AAA, o valor de R$72,99 (ou 20$) cobrado hoje em dia é mais do que justo e definitivamente vale a pena, ainda mais se você for fã desse estilo de jogo.

Depois de tanto tempo sem uma obra do mestre Mikami, e depois de tanto hype que o marketing da Bethesda criou, muitos acabaram se decepcionando com The Evil Within, seja devido aos problemas técnicos, ao estilo do jogo, ou por quaisquer outros motivos. A verdade é que game está bem longe de ser perfeito, mas é um excelente survival horror e com certeza vale o tempo e dinheiro investidos, mesmo tendo uma história pra lá de confusa.

positiva Xepagames recomenda esse jogo! Curta a análise do nosso brother Corvinho! clicando aqui

8.9
Author XepaGames
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Categories Aventura PC Steam Terror
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